martedì 18 gennaio 2011

CAXIAS ESTRÉIA COM VITÓRIA



R. Paulista batendo pênalti

O Caxias iniciou bem no gauchão 2011 vencendo o Santa Cruz nos Plátanos ontem por 1 a o gol de pênalti de Rodrigo Paulista. Foram 19 anos amargando derrotas e empates contra o Santa Cruz.

É o primeiro sinal real de que este ano as coisas podem sair diferentes para nosso Caxias. Uma coisa que sempre cobrei dos times que o Caxias montou nos últimos anos é que não podemos nos apequenar diante de qualquer time, principalmente times de menor tradição como é o caso do Santa Cruz. Não falo isto por desrespeito a outras equipes do interior, porém uma equipe que deseja vencer uma competição difícil como o gauchão e subir para serie B, tem que ter sempre como objetivo a vitória, seja ela dentro de casa ou fora. Uma equipe que não está acostumada a vencer sempre, quando precisa vencer não consegue, este foi o caso de 2010.

Quem foi a Santa Cruz viu uma equipe no primeiro tempo de encher os olhos, com Rodrigo Paulista jogando como nunca tinha jogado no meio campo do Caxias e Pedro Henrique infernizando a zaga do Santa Cruz. E foi pela insistência nas jogadas pessoais de Pedro Henrique que ele foi derrubado na área. Pênalti que R. Paulista cobrou com perfeição abrindo o Placar.

No segundo tempo o técnico Lisca apostou no contra ataque para definir o jogo, porém Pedro Henrique não conseguiu jogar, pois foi caçado pelos adversários até sair lesionado. Waldison entrou no lugar de P. Henrique, mas não teve o mesmo ímpeto para partir no contra-ataque na individual. Aos poucos fomos recuando e o Santa Cruz foi para o abafa, porém sem nenhuma organização. Méritos para nossa Zaga formada por neto e Edson Rocha que garantiram a vitória neutralizando a ataque do Santa Cruz. Não podemos deixar de mencionar a grande atuação também Edu silva, itaqui, Everton e o “demônio” Rogério que foi um verdadeiro cão de guarda ajudando o Patrício na marcação. Este é um dos problemas que o lisca terá que solucionar, a coberta para Patrício terá que ser mais bem pensada, pois tanto no jogo em Canoas como ontem, nosso lado mais vulnerável vem sendo a lateral direita que só melhorou quando Bruno entrou para ajudar M. Rogério e Patrício na marcação.

Enfim, é a primeira partida apenas, mas ainda temos jogadores contratados que não estrearam como Lima e Felipe, jogadores a nível de titularidade.

Vamos lá torcida grená, temos 4 jogos pela frente em Caxias do Sul, 3 no Centenário e 1 na Jaconeira.

Precisamos do apoio da torcida agora para fazer uma pontuação alta nestes 4 jogos em Caxias!!

Avanti Ser Caxias

Washington é o mais bem sucedido jogador formado no Centenário

Washington anunciou hoje a aposentadoria. Não poderíamos deixar passar aqui esta data, pois ele é o jogador mais bem sucedido já formado dentro do Centenário. Washington foi campeão brasileiro, campeão japonês, é o maior artilheiro de um campeonato brasileiro e chegou até a vestir a camisa da seleção brasileira.

Washington é motivo de orgulho para a torcida grená, não por apenas ter sido criado no Centenário mas também por nunca ter esquecido o clube que o projetou no futebol.

Valeu Washington!

Entrevista exclusiva: Milton Nunez, o craque Zico

Colaboração: Daniel Peccini Correa

O torcedor Grená que acompanhou o clube no final dos anos 80 e inicio dos anos 90 certamente lembra dele, Milton Nunez, mais conhecido como Zico. Jogador de extrema habilidade e criativo, foi formado nas categorias de base do Caxias e depois se transferiu para o México onde fez muito sucesso e jogou ao lado de grandes craques da historia do futebol mundial como Butragueno e Michel.

Zico nos deu esta entrevista onde nos conta a sua passagem pelo Centenario e como se desenvolveu a sua carreira por terras mexicanas.



Foto arquivo pessoal

Blog Grená: Como começou a sua carreira? Quem te incentivou a seguir no futebol?

Zico: Um prazer compartir contigo e com a torcida grená um pouco do que foi nossa história com o Caxias, clube que me deu a capacidade e a preparação para competir e triunfar em outros países.

Era menino, como todos, uma bola de couro nos bracos, e um sonho que aos 13 anos de idade em aquela pequena cidade do interior, Cerro Largo, morava o pai do jogador Zé Carlos Lenz, que no ano [de] 1984 jogava no Caxias. De férias por cerro largo, me observou em um jogo de futebol de salão, comentou com o meu pai . Fui indicado por Zé Carlos, que era o ídolo de todo menino de ai .


Quais lembranças você tem do Caxias. Como você vê a sua passagem pelo Centenário?

A pessoa mais importante para mim sem dúvida foi o treinador Lindoberto Zanrosso das categorias inferiores do Caxias, que me recebeu com 14 anos. Com 2 anos de formação com ele no caxias já estava na seleção do Rio Grande do Sul júnior como titular disputando a final do campeonato brasileiro de seleções que se disputou em Serra Negra, São Paulo.

Regressando a Caxias, o atual treinador do Caxias Francisco Neto (Chiquinho) me debuta com apenas 16 anos em um jogo do campeonato gaúcho contra o Santa Cruz. Recordo que a torcida grená logo se identificou comigo.

Depois desse campeonato juvenil em São Paulo, o Caxias tinha algumas ofertas do Flamengo, e do Guarani de Carlos Gainete, treinador gaúcho que observou o campeonato brasileiro de seleções.

Em 1986 o Caxias me emprestou ao Guarani FC para disputar o campeonato brasileiro. Era uma equipe cheia de grandes jogadores como Ricardo Rocha, Gilson Jader, Neto, Boiadero, Barbieri, Evair, João Paulo entre outros. Chegamos a final do campeonato brasileiro contra o São Paulo e assegurando a Copa Libertadores de 87.

Terminando meu contrato viajo junto com o presidente do guarani Leonel Martins a Caxias para finalizar a compra, acordando me emprestar um ano mais.

Com mais experiência regresso ao caxias em 88 e 89 com dois bons campeonatos gaúchos. Ao final de 1989 surge o interesse do Bragantino para disputar o campeonato paulista, dirigido por Wanderlei Luxemburgo em 1990, com jogadores jovens como Mauro Silva, Gil Baiano, Nei, Tiba, Luis Miller, Biro-biro, Pintado, Valmir, Mario, Zico e outros.

Nos coroamos campeões paulista na final contra o Novorizontino, eliminando o Corinthians na semi final. Ao final de 1990 retorno ao Caxias com um ex companheiro do Guarani de diretor técnico (Adenor Bacchi - Tite). Neste ano tive uma passagem curta pelo Aymore de Sao Leopoldo, dirigido por Euclides Ruaro e Zeca Albuquerque, conformando uma grande equipe, com ex-juniores de Inter e Grêmio. O Aymore que estava na segunda divisão, outra vez subia à divisão principal do campeonato gaúcho.

Em uma reunião com o Tite, treinador do Caxias, me comprometi em regressar ao Caxias e junto com meus companheiros enfrentar o gauchão . Foi quando surgiu a proposta do futebol mexicano. Puebla fc. Nao sei bem a história real da negociação, o certo é que o promotor nunca me pagou a porcentagem que tinha direito, e por ai fiquei sabendo também que tardou em pagar o Caxias.


Qual você considera o gol mais importante marcado pelo Caxias e qual o mais importante da sua carreira?

Todos os gols são importantes, mas a vitoria é muito mais porque é o esforço de todos. Me lembro de um gol em um clássico Ca-ju no centenário. E um que fiz no Bernabeu contra o Real Madrid com o Atletico Celaya.


Você fez muito sucesso no México. Como se desenvolveu a sua carreira por terras mexicanas?

Minha historia no México é muito exitosa.

1991 final Puebla vs Leon de Milton Queiros, Tita (grande amigo) e atual d.t. de Leon.

Puebla libertadores 1992 e Campeonato Mexicano 1995

Atletico Celaya campeao 1995 e subcampeon futbol mexicano 1996 com jogadores conhecidos mundialmente como Emilio Butragueño, Michel, Hugo Sanchez, Paulinho Criciúma e outros.

sub campeao u.a.t. correcaminos 1997.

Campeao com Pachuca 1998.

Um ano na MLS Estados Unidos com San Jose Clash California.

Encerrei minha carreira no Atletico Celaya em 1999 com uma lesão na coluna cervical . Atualmente depois de uma intensa preparação de vários anos me titulei diretor técnico pela federação mexicana de futbol. Dirigi segunda e terceira divisão profissional no México por 3 anos, de 2007 a 2010.

O que você tem feito nos dias de hoje?


Atualmente eu e Elton Nunes, meu irmão, também diretor técnico titulado, formamos o projecto do Centro de Formação Atlante f.c. em Cancun, clube da primeira divisão do México.


Gostaria de deixar uma mensagem?


Daniel espero pronto ter a possibilidade de dirigir no Brasil. Recordo tanta gente: Martini ex presidente, Darci Antunes, Berticelli, Fassbinder, Zanrosso, Boca roupeiro, Peninha massagista, jogadores importantes formados pelo Caxias na minha época como Erasmo, Ranieli, João Carlos, Daltro, trabalhados pelo Zanrosso e o treinador do dente de leite do Caxias, que não me recordo seu nome.

Um abração a toda torcida grená do Caxias. Obrigado Daniel por esta oportunidade.

Obrigado SER Caxias .

Muito exito.


Valeu Zico pela gentileza de nos conceder esta entrevista. Te desejamos muito sucesso na sua carreira como treinador e quem sabe um dia não o vemos dirigindo o nosso glorioso Grená!